Atualizado em: Ter. 25/08/2009 - 7h30

SAÚDE
Segunda etapa de vacinação contra a pólio é adiada para 19 de setembro

A campanha é destinada a todas as crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias


A Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite foi adiada para setembro. Inicialmente prevista para acontecer no último sábado, dia 22, a Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite teve sua data modificada para o dia 19 de setembro. A mudança, justificada pelo Ministério da Saúde, é para que o sistema de saúde possa atender aos pacientes com suspeita da Influenza A com maior tranqüilidade.

O objetivo é evitar uma sobrecarga ainda maior nos serviços municipais e estaduais de atenção básica, porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), e contribuir para que a vacinação ocorra em um cenário mais pacífico, onde os trabalhadores da área tenham condições de dar prioridade ao trabalho de imunização.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prorrogação da data não afetará a saúde das crianças e não implicará no efeito protetor da primeira dose da vacina, aplicada na primeira etapa da campanha, realizada em 20 de junho.

No Rio Grande do Norte, a primeira etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite, em junho passado, atingiu 83% de cobertura vacinal. A capital do Estado atingiu o total de 78%. Já a grande Natal chegou aos 81% e em Areia Branca 85%, de acordo com balanço da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

A campanha é destinada a todas as crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias, independentemente de terem recebido a vacina em outros anos. Nessa segunda etapa todas as crianças imunizadas na primeira fase devem tomar uma nova dose. A meta do Ministério da Saúde é de atingir 95% do público-alvo.

Desde 1973 o Programa Nacional de Imunização (PNI) contribui de forma significativa para o controle das doenças imunopreveníveis e se tornou uma referência mundial. Há quase 15 anos não são registrados casos de poliomielite, o que conferiu ao Brasil o certificado internacional de erradicação da transmissão da doença.

A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As conseqüências mais comuns ocorrem nos membros inferiores, mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia. 

A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é uma competência da gestão municipal. Por este motivo, é necessário que os gestores municipais trabalhem para atingir as metas pactuadas (vacinar 95% da população menor de 5 anos de idade) e manter níveis de cobertura vacinal aceitáveis.



Assessoria de Comunicação
Fávila Maia

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